Carlos Almeida Carneiro – Pai

Aos 4 anos viajou da China para a Europa numa viagem épica de 3 meses de barco. Seguiram-se anos tranquilos de estudo e desporto, até que, concluído o I.S.T. e obtido o canudo, foi para Angola prestar serviço militar durante dois anos. Aí começou o seu romance com África.

Regressado ingressou numa empresa de projectos de engenharia que na ocasião projectava a barragem de Cahora Bassa. Aí esteve 20 anos e para ela viajou por África, do Magreb a Moçambique.

Atingida a idade de se retirar da vida profissional activa, largou para uma viagem pela China e Tibete e outra pela Índia. Três culturas muito díspares entre si, mas cada uma com valores que impressionam.

Embarca agora numa viagem aventureira com o filho, pelo continente que ama. AFRICA, onde um símio, de quadrúpede fez-se bípede e depois humano. Com vontade de viajar, partiu e povoou este Mundo.

 

Carlos Almeida Carneiro – Filho

Assim que acabou o curso de Jornalismo, há 11 anos em Lisboa, teve 2 opções: mercado de trabalho ou uma fábrica de salsichas em Londres. Escolheu a segunda.

Depois de ter viajado pelo Médio Oriente, Índia e Sudoeste Asiático uma fábrica de salsichas no subúrbio londrino era o seu foguetão para uma galáxia de viagens. Juntou experiências e dinheiro num ápice e fugiu com o rabo à seringa aos anúncios do Expresso Emprego que o procuravam proactivo, engomado e dinâmico. Seis meses depois estava a caminho de uma epopeia de um ano por toda a América Latina. Uma viagem marcante e um trampolim para uma vida de destinos inesperados: foi de bicicleta de Lisboa até Dakar com 1000 euros no bolso, trabalhou dois anos numa montanha na Islândia, calcorreou Trás-os-Montes de burra e viveu com uma família numa ilha da Nicarágua.

Destas e outras experiências escreveu o livro de viagens “Até onde vais com 1000 euros”, do projecto homónimo (vencedor do melhor blogue 2008), dois guias de viagem: sobre o Algarve e sobre os Caminhos de Santiago Compostela, e colaborações em revistas como a Volta ao Mundo, Única e Fugas. É também guia aventura pela agência “Nomad” na América Central e Médio Oriente.

O que procura quando viaja: destinos improváveis porque nos tornam também improváveis abrindo-nos todas a portas – de casas e de corações.

Do que foge quando viaja: colchões Pikolin, políticos, ambientadores com fragrância a lavanda e prestações suaves.

 

Pedro Dias

Pedro Dias é designer de formação e viajante por vocação. Percorreu a Ásia, Médio Oriente e América Latina por períodos prolongados, onde descobriu três pérolas: o Cambodja com os seus sorrisos genuínos, a Colômbia com seus sorrisos de gargalhada e o Bangladesh com sorrisos de boca aberta por verem um turista chegar.

Gosta de viajar devagar, com muitos quilómetros e pouco dinheiro. Mas quando chega a Portugal acelera a fundo, e vai queimar adrenalina para os autódromos com a sua mota. Terá agora que se contentar com uma valente médias de 60 km/h da 4L!

Aparece na viagem um pouco mais tarde, daí não estar na comunicação inicial do projecto. Vai ser o ilustrador /desenhador da viagem. Mas também vamos usar as suas mãos precisas para mecânico automóvel e operador de câmara.

 

Mariana Carneiro – Quando a Mariana fala, nós fazemos continência.

A Mariana é viajante e analista programadora de sistemas de informação. Já deu uma volta ao mundo para além de inúmeras viagens e como este é sem dúvida um projecto familiar, também poderia ser a Mariana “filha” ou irmã”.

É ela que faz todo o backoffice e actualização do site e Facebook, resolve aflições, logísticas intercontinentais e a tarefa de manter um site à distância de um click africano, que é como quem diz, duma internet para almas pacientes onde os ficheiros se têm de contar byte a byte senão ficam pelo caminho.

E como às vezes África se pega à alma e dá vontade de desfrutar o fim do dia, ao longo do dia inteiro, aparece a Mariana com o seu entusiasmo, hiperactividade e organização imaculada a impossibilitar-nos de molengar o cérebro.

Porquê? Porque quando a Mariana fala, nós fazemos continência!

 

Luísa Lupi

A Luísa Lupi, que poderia ser a Luísa “Prima mais nova”, fecha este círculo familiar que empurra a Catrela à volta de África. Ela trouxe outro brilho à viagem apoiando-a com a tradução de todo o site em inglês, um sonho que dificilmente poderíamos cumprir tirando as traduções arrepiantes e imperceptíveis do “Google translator”.

A Luísa é Directora Executiva da City School Porto, uma escola de línguas e formação profissional (ver em apoios), e disse-nos num encolher de ombros quando ainda estava tudo a começar “Eu traduzo-vos o site não te preocupes. Preocupa-te em chegar ao fim e inteiro.” E foi assim que desde o primeiro minuto foi traduzindo tudo à velocidade da luz e acompanhando esta odisseia, semana após semana, palavra após palavra, sem descanso.

Podemos com orgulho partilhar o site com a maior parte das pessoas que conhecemos na estrada, estrangeiros e locais, e perpetuar esta viagem no site, para muitas pessoas no mundo.

Para nós ter alguém que nos dá tanto do seu tempo e esforço, ao longo de tantos meses, num encolher de ombros, enche-nos de emoção e responsabilidade.

Obrigado Luísa!

 

Catrela

Das vinhas da Bacalhôa a África (aos 3 chumbos seguidos na inspecção).

A singular vida da Catrela começa em 1993 quando foi doada aos bombeiros de Palmela que a rifaram numa festa. Ganhou-a um dono de um café que vendeu à Quinta da Bacalhôa.

Viveu aqui o seu período áureo quando andou uns oito anos com o Engenheiro António Sanches a recolher amostras pelas vinhas de Portugal, elegante e pimpona e conhecida como a Catrela (diminutivo de 4L).

A sua vida sofreu o primeiro revés quando passou para as mãos dos tractoristas: desceu de divisão e passou a ser usada para levar diesel aos tractores no monte, ir ao café e outras “voltinhas”. Como nos explicou o Sr. Naciolindo, o encarregado das máquinas, o respeito pela Catrela foi decaindo até que chegou à altura em que “já ninguém queria andar com ela” e “a usavam para o rally”, e como nos contou “Aquilo era mesmo para partir!”. E assim aconteceu quando a enfiaram numa valeta! Acabou encostada mais de um ano, até que foi vendida, uns pensavam que para ferro velho outros para cortar e fazer um atrelado para cães de caça!

Mas não!

Assim que o projecto nasceu começámos a procurar no Stand Virtual, e quando a vimos por 750€ agarrámos a oportunidade!

Tem 270 000 quilómetros, não tranca nem os vidros nem as portas da frente, a tampa do depósito tem uma chave partida lá dentro, o capô alguma ferrugem, custa a pegar e chumbou 3 vezes de seguida na inspecção.

Mas a Catrela já sabe: vai dar a volta a África e não entrar num concurso de beleza. E temos fé que chega inteira, com mais de 300.000, e muitas histórias para contar!