Dicas: Angola

Angola – Visto para a Coreia do Norte africana e alternativas para contornar Angola.

Vistos
Quando falamos com outros overlanders eles surpreendem-se com três coisas: a coragem do meu pai, a resistência da Catrela e termos conseguido visto para Angola.
Tirando os cidadãos da África do Sul, é praticamente impossível conseguir vistos para Angola “on the road”. É burocraticamente o país mais fechado ao turismo em África, a Coreia do Norte cá do sítio.

Porquê? Disseram-nos que o Governo apertara as entradas para evitar a entrada de mais emigrantes congoleses no país e ouvimos em conversas de rua que os excelentes salários de Angola tornaram os vistos de turismo num negócio já que eram usados por trabalhadores “ilegais” para se manterem no país.

Seja qual for a razão, é uma pena pois Angola foi dos países mais calorosos, alegres e fervilhantes de toda a viagem, mas a maioria dos viajantes que conhecemos e não pôde lá entrar, roga-lhe pragas e imagina um país corrupto até ao cocuruto, que faz brindes com flutes de petróleo e acepipes de diamantes, deixa o seu povo na miséria, e tem pânico de deixar entrar estrangeiros porque quer esconder algo.

Quem lá entra muda rapidamente de opinião e vê em Angola uma classe média emergente, algo inexistente na maioria dos países da costa oeste africana, tirando claro está o exemplo único da África do Sul e dos países à sua volta.

Resumindo: fazer vistos para Angola neste momento, terá que ser feito no país de origem. Nós conseguimos através de amizades e contactos, um apoio diplomático incansável e que estamos eternamente agradecidos, convites directos de Angola, cidadania portuguesa, um mês de espera, muitos papéis e sorte. Um tiro no escuro que virou lança em África!

 

Alternativas para contornar Angola
A alternativa mais comum que ouvimos para quem não conseguiu o visto de Angola (e não vinha de carro) foi apanhar um avião para fora de África com azia de tanta papelada, ou para a costa este, burocraticamente sossegada e amiga do viajante. Para quem vem de carro sabemos três alternativas (aqui os fóruns são boa fontes de pesquisa): meter o carro num cargueiro em Ponta Negra para África do Sul e voar para lá, fazer a terrível estrada até Lumunbachi e descer pela Zâmbia– para corajosos com 4×4 que percebem de mecânica e em época seca, ou meter o carro num aircargo de Kinshasa a Lumunbachi que custa 5.000 dólares, mais uns 80 dólares por pessoa.

Por Carlos Carneiro (filho)

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