Dica: Malária

A prevenção da malária é das maiores dúvidas numa viagem longa a África e a resposta é óbvia e só uma: ir à consulta do viajante.

Não somos médicos e jamais nos passaria pela cabeça definir estratégias a outros viajantes com uma doença tão grave e mortal.

Há contudo dicas amadoras que aprendemos no terreno com locais e outros viajantes que podemos partilhar.

Nós optámos por não tomar comprimidos por ser uma viagem tão longa, e os comprimidos terem fama de ser muito tóxicos para o fígado. Preferimos arriscar na cura e entre os três, apanhámos no total 4 vezes malária e não somos exemplo para ninguém.

Prevenções simples que se podem tomar:

– Em zonas com mais mosquitos, principalmente ao fim do dia, usar calças compridas, sapatos fechados  e t-shirts de manga comprida (dizem que as coloridas afastam os mosquitos). Nas mãos e pescoço usar repelente. São eles que nos passam a doença.

– Sabendo que se vai a zonas de risco eminente, onde a malária é prevalente e o clima propício a mosquitos (zonas muito tropicais, com muita água, pântanos) pode-se fazer uma prevenção específica para esses destinos, cumprindo as datas de antecedência.

No caso de apanhar malária

Todos apanhámos malária: o Pedro foi internado 5 dias, o Carlos pai apanhou duas vezes e o Carlos filho uma.

O mais difícil para quem nunca apanhou malária é perceber os seus sintomas que variam de malária para malária, de pessoa para pessoa. O Carlos filho demorou 3 dias a perceber, o Dias três dias e dois desmaios. O Carlos Pai que já tinha apanhado malária nos seus tempos de África rapidamente atacou o problema as duas vezes que apanhou. Os sintomas podem parecer um início de gripe ou qualquer coisa que está para vir. Normalmente o mais óbvio é ter febres altas que vão e voltam, algo que por exemplo não aconteceu ao Dias que pura e simplesmente dormiu dois dias de seguida com dor de cabeça mas sem sentir febre.

A regra número um: em caso de dúvida ir rapidamente a um hospital ou centro de saúde fazer o teste: é algo rotineiro em África, e sempre que o fizemos foi simples, rápido e grátis.

E por segurança podemos trazer o seguinte kitt pessoal para zonas inóspitas ou dúvidas preguiçosas:

– Uma dose de comprimidos anti maláricos para atacar logo caso dê positivo e testes pessoais da Malária, algo muito simples e julgamos que acessível nas generalidade das farmácias africanas (na Europa não temos conhecimento) onde se dá uma picada no dedo, e uma reacção química ao nosso sangue diz-nos pela cor o resultado, como o teste da gravidez. Um termómetro também é um bom reforço.

Muito importante é sempre dirigirmo-nos rapidamente a um Hospital ou Centro de Saúde para ver que tipo de Malária é, a melhor cura e ter um acompanhamento experiente. Nunca nos podemos esquecer que se a Malária for cerebral pode matar em poucos dias.

Nota – Os testes não são infalíveis. Caso dê negativo e as dúvidas se mantenham, tente outra vez. O Pedro Dias fez um teste no Hospital que deu negativo, logo no dia seguinte acusou malária grave…

Por Carlos Carneiro (filho)

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