Com a família Tavares, ainda a banda toca! (foto Palma)

Diário: Festa de chegada

Festa de chegada – a Catrela que caiu do espaço.

Com a família Tavares, ainda a banda toca! (foto Palma)

Com a família Tavares, ainda a banda toca! (foto Palma)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Normalmente as chegadas das grandes viagens fazem-se a conta-gotas – abraçamos a família, depois vêm os amigos mais próximos, vamos ao café cumprimentar a vizinha, bebemos uma mini com alguém que seguiu a viagem online, e saboreamos este momentos aos poucos, como golinhos em whisky velho para molhar a língua.

Mas esta não foi uma viagem normal.

O destino empurrou-nos em pleno Congo para uma amizade com o Sr. Rogério Tavares que viu a Catrela no estacionamento de um hotel e nos dizia passados uns tempos “Eu quando olhei para aquilo pensei que tinha caído do espaço! E quando percebi que vocês não sabiam apertar um parafuso então vi que era mesmo gente doida!”.

E assim continuou esta história até Portugal, com o Sr. Rogério que para além de nos patrocinar através da sua empresa – a Ribadão – seguiu a aventura, enviando emails quando precisávamos de força e dicas para arranjar a Catrela.

Ora no norte servem-se doses exageradas e quando se tem um industrial nortenho, com empresas em Miami, Portugal, Congo e Brasil, a receber-nos, não há golinhos em whisky velho para molhar a língua…

…há uma banda, um rancho e uma tuna, toda a nossa família que aparece, os amigos de longa data que abraçamos, e os novos que seguiram a viagem que surgem nas suas 4L ou carros antigos. Há dois porcos no espeto, uma exposição de clássicos, vinho a jorros, máquina de imperiais e uma enorme festa.

E conhecemos entusiastas que nos brindaram com recordações, algumas feitas de propósito para a nossa viagem, o que nos encheu de vaidade.

Agradecemos com todo o coração a todos os que apareceram e fizeram esta chegada tão especial, e muito em especial à família Tavares, que arranjou tempo dentro dos seus imensos afazeres para receber esta “gente doida” e nos acolher como família.

E o Sr. Rogério tinha razão: a Catrela realmente caiu do espaço, não no Congo mas em Santa Comba Dão, com pai e filho lá dentro.

Já estamos em Lisboa a recuperar sentidos, em breve começamos a fechar este ciclo de um ano, com alguns vídeos que ficaram por editar e umas últimas crónicas dessa tremenda viagem que é voltar a casa.

Por Carlos Carneiro (filho)

0 replies

Leave a Reply

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixar uma resposta