A viagem em números

Todas as estatísticas da viagem curiosidades de “tops”, “records” e outras coisas que não lembram ao menino Jesus.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quilómetros – 40.000km (39.820 em África, mais uns quantos em Espanha e Portugal)

Os km mais difíceis – Entrada nos Camarões pela Nigéria

Os km mais fáceis – Sudão – estrada novinha “made in china”, sempre plana pelo deserto.

Duração – Um ano (mais precisamente 11 meses e 10 dias)

Países 27 (com Portugal e Espanha)

O país mais divertido – Angola

O mais surpreendente – Etiópia

O mais acolhedor – Líbia

O mais difícil – Nigéria

Barragens polícia / militares – 270 (mais coisa menos coisa)

Recorde de barragens– Nigéria – 74 vezes

Malárias – 4

A pior (Camarões) – Pedro Dias – 5 dias internado a quinino

A com piores consequências (Tanzânia) – Carlos Pai, abananado com uma dose de Malarons, foi roubado por um carteirista em Dar Es Salem,    depois de muito prudentemente ter ido levantar dinheiro sozinho!

Roubos  – 9

O mais imaginativo (Mali) – pediram o Petromax eléctrico emprestado ao Carlos Pai num hotel em Bamako. Passados uns dias em campismo selvagem não acendia. Porquê? Só vinha a casca, raparam tudo por dentro!

O mais irritante (Congo Brazzaville) – em campismo selvagem (já noite) um espertalhão veio-nos entreter com conversa, e ao mesmo tempo um amigo pelo Capim dentro abria a porta da Catrela e levava a mochila de Dias com tudo. Enganados  como meninos…

Vistos

Embaixadas / consulados que tivemos que ir – 28 (dos quais 7 de Portugal)

Total de vezes que fomos a embaixada e consulados – 88

Para quê? Para fazer 14 vistos e 2 extensões.

Dias passados em capitais a tratar de vistos – 110

Recorde da paciência: visto de Angola – um mês em Kinshasa à espera

Recorde de persistência Líbia – 16 dias de espera no Cairo com 10 idas à embaixada da Líbia e 6 à de Portugal.

Catrela

Soldaduras – 14 (o primeiro carro quase banhado a solda)

Idas ao mecânico – 57

Furos – humm uns 25

Vezes que empurrámos para pegar – huumm umas 40

Barulhos permanentes – 6

Num disco de travão solto (rrrrrr), suspensão (nhicnhic), caixa em cima (óióiói), ventoinha do radiador (trrrrrr), cardan quando se vira à esquerda (tactactactac) e entre os 60 km /h e setenta, treme como uma doida e é uma festa (polifónico não dá para escrever).

Vezes que pegou fogo – 1 na ventoinha em Moçambique.

Vezes roubada – apenas uma logo em Marrocos à noite (levaram rádio, mapas e triângulo)

Peças eternas – filtro de ar e óleo – 1 para toda a viagem

–  um pneu comprado em segunda mão na Mauritânia por 10 dólares que aguentou 28.000 km até estoirar na Tanzânia

Dinheiro

País mais caro (na generalidade)- Moçambique

País mais barato – Etiópia

Gasolina mais cara – Portugal (não sabemos o preço pois entretanto subiu)

Mais barata – Líbia – 0.09€ /L

Noite mais cara – 1600 dólares (4 noites em aparthotel em Luanda… oferta do nosso amigo Jorge Palma!)

Noite mais cara (paga) – 50 dólares – quarto em Maputo sem água

Mais barata – muitas e muitas noites grátis em campismo e convidados

Comida

O que mais almoçámos – pão seco ou com “la vache qui rie”

O que mais petiscámos – biscoitos e bolachas

O que mais jantámos – esparguete com cebola e alho às vezes tomate

A melhor cerveja – “Primus” do Congo – deliciosa de sabor e um turbo para conversas surpreendentes. Queremos a Primus em Portugal!

O melhor café – Etiópia (onde foi inventado)

O pior pão – todos os países anglófonos: adocicado, com sabor a pão de pacote e consistência mole. Inglaterra, um povo que consegue organizar impérios tremendos, mas nunca aprendeu a fazer um papo-seco.

O melhor pão – Mali, tostadinho e a saber a forno

O que nunca nos habituámos a comer – mandioca (que tem uma infinidade de nomes em África em formas de fazer) – parece uma pedra da calçada nos nossos estômagos de farinheira

Onde bebemos água “del cano” – Quénia, o Carlos filho armou-se em campeão, apanhou amibas e perdeu 5 quilos.

Coisas que nunca usámos

Bússola, barbatanas, cana de pesca e “Kitt casa-de-banho” (uma pazinha e um toldo para nos taparmos!)

 

Por Carlos Carneiro (filho)

 

0 replies

Leave a Reply

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixar uma resposta